Enquanto milhões de brasileiros celebram o Carnaval, o país inicia, quase sem perceber, a despedida de um modelo tributário que vigorou por décadas. O ano de 2026 funciona como o marco zero da transição: é o último ano em que o modelo antigo funciona de forma integral, enquanto os sistemas de teste da nova Reforma Tributária começam a operar.
O Peso dos Tributos na Folia
Dados do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT) mostram que a carga tributária já é um dos convidados mais presentes no Carnaval. Atualmente, o consumidor paga:
- 41% de impostos sobre a cerveja;
- 37% sobre refrigerantes;
- 30% sobre fantasias e roupas típicas.
Com a implementação da CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) e do IBS (Imposto sobre Bens e Serviços), a promessa é de maior transparência. O tributo deixará de estar “escondido” no preço final para aparecer de forma clara na nota fiscal, fortalecendo a cidadania fiscal do brasileiro.
2027: O fim do PIS e da Cofins
A verdadeira mudança estrutural ocorre a partir de 2027. Neste ano, os tributos federais PIS e Cofins serão extintos para dar lugar à CBS, um imposto no modelo de IVA (Imposto sobre Valor Agregado) utilizado nos países mais desenvolvidos. Além disso, o IPI será reduzido a zero para a maioria dos produtos.
O “Imposto do Pecado” e o Impacto no Consumo
Um ponto de atenção para o folião é o Imposto Seletivo. Conhecido popularmente como o “imposto do pecado”, ele incidirá sobre produtos prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente. Bebidas alcoólicas e refrigerantes, itens centrais no Carnaval, tendem a manter ou até elevar sua carga tributária devido a esse novo tributo extra, que visa regular o consumo através do preço.
Conclusão: Simplificação não é Redução
É fundamental que o contribuinte compreenda: o objetivo central da Reforma Tributária não é a redução imediata da arrecadação, mas a simplificação do sistema.
Para o IBPT, o ganho real virá a longo prazo com a redução do “custo de conformidade” — o tempo e o dinheiro que as empresas gastam hoje apenas para calcular e pagar impostos. Até 2033, quando o sistema estiver 100% implementado, espera-se um ambiente de negócios mais racional e transparente.
Sua empresa está pronta para a transição? O IBPT continua oferecendo tecnologia e dados precisos para que o empresário brasileiro navegue com segurança neste novo mar de normas.
Fonte: Carnaval de 2026 pode ser o último sob o velho sistema de impostos no Brasil – Folha PE


