O Custo Real da Importação no Brasil: Carga Tributária Pode Chegar a 118% do Preço Final

ovo estudo do IBPT e IDV revela os impactos da tributação e dos gargalos logísticos nas operações de importação para consumo no varejo brasileiro.

Importar produtos para revenda no Brasil exige muito mais do que encontrar bons fornecedores no mercado internacional. Um novo estudo conduzido pelo Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT), em parceria com o Instituto para o Desenvolvimento do Varejo (IDV), trouxe à tona a dura realidade do “Custo Brasil” para o setor varejista.

Segundo o levantamento, a carga tributária incidente sobre produtos importados vendidos no país pode variar drasticamente: de 63,75% a impressionantes 118,11% sobre o preço final do produto, dependendo da categoria e da estrutura da operação.

Muito Além do Preço de Prateleira

O estudo evidencia que a formação de preços na importação é um quebra-cabeça complexo. Empresas que atuam no comércio exterior precisam considerar não apenas o custo da mercadoria (FOB/CIF), mas uma esteira de obrigações que sobrecarregam o caixa:

  • Tributos Federais e Estaduais: A incidência em cascata de Imposto de Importação (II), IPI, PIS, Cofins e ICMS.
  • Custos Logísticos Operacionais: Despesas com frete internacional, armazenagem portuária ou aeroportuária e o desembaraço aduaneiro.

O Peso da Infraestrutura (LPI)

Além da alta carga tributária, a pesquisa destaca que a ineficiência logística brasileira impacta diretamente a margem de lucro do importador.

De acordo com o Logistics Performance Index (LPI) publicado pelo Banco Mundial, o Brasil registra um índice de apenas 3,2 (em uma escala de 1 a 5). Esse indicador avalia a qualidade da infraestrutura logística, a eficiência das aduanas e a capacidade de rastreamento de cargas — fatores que, quando ineficientes, se traduzem em atrasos e custos extras de armazenagem.

A Previsibilidade como Ferramenta de Sobrevivência

Neste cenário de margens estreitas e alta complexidade, importar “no escuro” é um erro fatal. Especialistas do setor apontam que a previsibilidade de custos tornou-se o principal desafio estratégico para as empresas.

A projeção antecipada permite avaliar a viabilidade econômica da operação muito antes do fechamento do câmbio e da compra internacional. Para isso, o uso da tecnologia tem sido o grande diferencial competitivo. Ferramentas digitais de simulação (como a Use Comex) permitem que as empresas calculem previamente o impacto dos tributos e das taxas operacionais, garantindo segurança jurídica e financeira para o negócio.

O planejamento tributário e logístico deixou de ser um diferencial; hoje, é a base da sobrevivência para quem deseja importar e competir no mercado brasileiro.


Fonte base: Valor Econômico / Pesquisa IBPT e IDV (Março, 2026).

Sobre o IBPT

Os estudos do IBPT são referências no mercado e visam identificar a carga tributária dos diversos setores da economia brasileira ou de uma empresa, especificamente. Eles fornecem um diagnóstico da tributação que incide sobre determinadas atividades, com dados suficientes para implementar uma gestão tributária e aumentar a competitividade. Realizamos pesquisas corporativas e de setores específicos para reduzir o peso dos tributos por meio de uma gestão tributária eficiente.

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