O cenário para os combustíveis no Brasil sofreu uma mudança drástica na segunda semana de março de 2026. Dados atualizados do IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação) revelam que a alta nos preços — que antes parecia pontual — ganhou tração e passou a impactar severamente a economia nacional.
O estudo, baseado na análise de aproximadamente 192 mil notas fiscais eletrônicas, mostra que o diesel é o principal vetor dessa pressão.
a disparada do diesel e o impacto regional
Se na primeira semana de março o diesel S10 já registrava alta de 8,70%, os números até o dia 16 mostram que o percentual praticamente dobrou, atingindo 19,71% no diesel S10 comum.
Em regiões como o Centro-Oeste e Nordeste, o aumento já ultrapassou a casa dos 20%, evidenciando um movimento disseminado que afeta diretamente o custo logístico do país.
por que as medidas governamentais não estão surtindo efeito?
Mesmo com a isenção de PIS e Cofins sobre o diesel e as ações de monitoramento do governo, os preços continuam em trajetória ascendente. Segundo Gilberto Luiz do Amaral, presidente do Conselho Superior do IBPT, o reajuste de R$ 0,38 por litro promovido pela Petrobras teve um peso maior do que a desoneração tributária.
“As medidas governamentais de redução tributária, aumento da fiscalização e reuniões com o segmento não têm surtido efeito”, afirma Amaral.
Para o especialista, o problema tem origem estrutural e já gera transtornos concretos para:
- Transportadoras: aumento direto no custo do frete.
- Agronegócio e Indústria: pressão sobre os insumos operacionais.
- Consumidor Final: reflexo imediato na inflação do mês.
o comportamento da gasolina e do etanol
Enquanto o diesel dispara, os outros combustíveis apresentam comportamentos distintos:
- Gasoline: Seguiu o movimento de alta, mas em menor intensidade. A gasolina comum passou de 2,06% na primeira semana para 5,24% até o dia 16.
- Etanol: Demonstrou estabilidade e um leve descolamento dos combustíveis fósseis, com uma pequena queda acumulada de -0,67%.
o cenário internacional e a guerra no oriente médio
A instabilidade global é o fator decisivo para este cenário. A continuidade da guerra no Oriente Médio mantém o preço do petróleo sob pressão, levando distribuidoras e postos a uma postura cautelosa na recomposição de estoques. O temor de que o conflito se prolongue mantém a expectativa de novas altas no mercado interno.
📥 acesse o estudo completo
O IBPT realiza o monitoramento contínuo dos preços com base em dados reais de mercado. Para entender detalhadamente como esses aumentos impactam seu setor e conferir as variações por região, acesse o material completo:


