Saiu Na Mídia – 16/12 a 05/01

Impostômetro Bate Recorde Histórico: Brasileiros Pagaram R$ 3,9 Trilhões em Tributos em 2025

Na véspera de Natal, exatamente às 23h29 do dia 24 de dezembro, o Brasil atingiu uma marca inédita. O Impostômetro, painel da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) em parceria com o Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT), registrou a arrecadação de R$ 3,9 trilhões.

O montante representa o total de impostos, taxas e contribuições pagos aos governos federal, estadual e municipal desde o primeiro dia do ano. Em comparação a 2024, houve um aumento nominal de R$ 300 bilhões na arrecadação (o ano anterior fechou em R$ 3,6 trilhões).

O que explica esse aumento na carga tributária? Para João Eloi Olenike, presidente-executivo do IBPT, o cenário é resultado de um “efeito carrossel” na economia. O aquecimento da atividade econômica e a previsão de crescimento do PIB (cerca de 2,25%) impulsionaram as vendas no varejo e a geração de emprego, o que naturalmente eleva a base de arrecadação.

Além disso, a inflação — que encerrou o ano próxima a 4,36% — joga os preços para cima, aumentando também o valor dos tributos recolhidos sobre produtos e serviços.

Outros fatores decisivos citados pelo IBPT foram:

  • Fim de Benefícios Fiscais: O encerramento do PERSE (Programa para o setor de eventos) em 2025.
  • Novas Taxações: A tributação sobre jogos de apostas (bets) e as novas regras de importação (“taxa das blusinhas”).
  • Aumento de Alíquotas: No Paraná, por exemplo, o ICMS subiu de 19% para 19,5%.

Crescimento em todo o país: O caso do Acre O aumento da arrecadação não ficou restrito aos grandes centros. Dados estaduais mostram que o Acre fechou 2025 com arrecadação de R$ 6,49 bilhões, um crescimento expressivo de 9,7% em relação a 2024. Embora o estado represente apenas 0,16% da arrecadação nacional, os números mostram que a eficiência arrecadatória e o peso dos tributos cresceram em todas as unidades da federação.

O abismo entre Arrecadação e Gasto Público Enquanto o Impostômetro celebrava recordes, o painel Gasto Brasil acendia um alerta vermelho. As despesas públicas encerraram o ano ultrapassando a barreira dos R$ 5 trilhões.

A diferença entre o que o brasileiro paga (R$ 3,9 tri) e o que o governo gasta (R$ 5 tri) já ultrapassa R$ 1,1 trilhão. Segundo o levantamento, 96% das despesas federais estão concentradas em 11 categorias, sendo que Previdência, Pessoal e Encargos Sociais consomem 60% de tudo o que é gasto.


Reforma Tributária no Agro: Especialistas Preveem Onda de “Pejotização” e Novos Desafios em 2026

O agronegócio brasileiro entra em uma nova era fiscal. Com o início do período de transição da Reforma Tributária em 1º de janeiro de 2026, produtores rurais precisam correr contra o tempo para adequar seus controles financeiros às novas regras do IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços).

Especialistas ouvidos pelo mercado e análises do IBPT apontam para uma tendência clara: a aceleração da “pejotização” no campo.

O fim da simplicidade para o produtor Pessoa Física? Pela nova legislação, produtores rurais (PF ou PJ) que faturam acima de R$ 3,6 milhões por ano serão automaticamente equiparados à Pessoa Jurídica para fins de obrigações acessórias.

Isso significa o fim da declaração anual simplificada para esse grupo. “Com a reforma, esse produtor terá de atender a obrigações mensais e apurações complexas, o que antes não era exigido”, explica Ieda Queiroz, especialista em agronegócios.

O cenário torna o modelo de Pessoa Física menos atrativo, uma vez que as vantagens históricas (simplicidade e crédito subsidiado via CPF) estão sendo reduzidas diante da exigência de compliance fiscal rigoroso.

Split Payment e o impacto no Caixa Um dos pontos de maior atenção é o split payment (pagamento dividido). Neste sistema, o recolhimento do imposto é feito automaticamente no momento da liquidação financeira da venda.

  • O Desafio: O dinheiro sai do caixa do produtor imediatamente.
  • O Risco: Quem não tiver controles fiscais organizados pode não conseguir aproveitar os créditos tributários gerados na compra de insumos (que terão alíquotas reduzidas em 60%), encarecendo a produção.

A migração já começou O produtor não deve esperar até 2033 (fim da transição) para agir. Um estudo recente do IBPT indicou que o número de empresas do setor agro enquadradas no Simples Nacional cresceu 7,1% no primeiro semestre de 2025.

Isso mostra que o mercado já está reagindo: quem se formaliza e organiza a estrutura tributária agora, terá melhores condições de negociar preços e contratos nesta nova realidade fiscal.


Estudo Revela: EC 136 Era Desnecessária para a Maioria dos Estados Pagarem Precatórios

A aprovação da Emenda Constitucional nº 136/2025, que flexibilizou regras e prazos para o pagamento de precatórios, foi justificada pela suposta “quebra” financeira de estados e municípios. No entanto, um estudo inédito da Câmara Nacional de Gestores de Precatórios, analisado pelo IBPT, mostra que a narrativa não se sustenta nos dados.

A realidade dos números O levantamento aponta que, dos 27 estados brasileiros, apenas três (Paraíba, Rio Grande do Sul e Tocantins) realmente não teriam condições de quitar suas dívidas até 2029 no regime anterior.

A situação nos municípios é similar: dos 1.111 que migraram para o Regime Especial, apenas 68 não conseguiriam cumprir o prazo original. A grande maioria se beneficiou da emenda mesmo tendo saúde financeira para honrar os compromissos.

“Refis da Administração Pública” Para João Eloi Olenike, presidente do IBPT, a medida configura um “absurdo fiscal”. Ele classifica a EC 136 como uma espécie de “Refis da administração pública”, onde o Estado, que deveria dar o exemplo, posterga o pagamento de dívidas judiciais a cidadãos que, muitas vezes, esperaram a vida toda por uma reparação.

O estudo cita o exemplo do município de São Paulo, que mesmo com cerca de R$ 22 bilhões livres em caixa, se beneficiou das novas regras para adiar pagamentos, prejudicando milhares de credores alimentares.

Fonte: Diário do Comércio Estados e municípios poderiam pagar precatórios e EC 136 era desnecessária, diz estudo – Gilberto Melo Reforma tributária movimenta produtores rurais e deve acelerar onda de “PJs” do agro, dizem especialistas – AgFeed

Sobre o IBPT

Os estudos do IBPT são referências no mercado e visam identificar a carga tributária dos diversos setores da economia brasileira ou de uma empresa, especificamente. Eles fornecem um diagnóstico da tributação que incide sobre determinadas atividades, com dados suficientes para implementar uma gestão tributária e aumentar a competitividade. Realizamos pesquisas corporativas e de setores específicos para reduzir o peso dos tributos por meio de uma gestão tributária eficiente.

Posts Recentes

Siga-nos

No Youtube

Fique por dentro do IBPT

Assine nossa newsletter para receber nossas novidades.




    yes