O fim dos benefícios fiscais… ou o começo dos verdadeiros?

Em recente análise publicada no InfoMoney, o Diretor do IBPT, Carlos Pinto, traz uma reflexão profunda sobre o impacto da Reforma Tributária na estrutura de incentivos do país. Segundo ele, o Brasil não está apenas mudando alíquotas; estamos decretando o fim dos benefícios fiscais como os conhecemos nas últimas décadas.

Entramos na era em que o benefício deixa de ser concedido por articulação política e passa a ser conquistado por meio de comportamento mensurável e governança sólida.


A Transição para o Modelo OCDE

Com a implementação do IVA dual (CBS e IBS), o Brasil se despede do complexo mosaico de ICMS, ISS, IPI e PIS/Cofins para se alinhar ao padrão internacional. Essa mudança esvazia a lógica da “guerra fiscal” e abre caminho para o que Carlos Pinto chama de “benefício fiscal de segunda geração”.

Neste novo desenho, os incentivos tradicionais perdem espaço para tratamentos diferenciados baseados em:

  • Transição energética e economia de baixo carbono.
  • Inclusão social e geração de empregos estratégicos.
  • Eficiência operacional e transparência absoluta.

“O benefício fiscal do futuro será devido às empresas que, no presente, tratarem sustentabilidade e impacto social como parte da sua cultura — e não como um apêndice de marketing. Não será um prêmio pelo discurso, mas pela evidência.” — Carlos Pinto, Diretor do IBPT, em artigo para o InfoMoney.


O Desafio do Empresário: Construir o “Lastro”

Se o acesso a incentivos agora depende de evidências, as empresas precisam construir hoje o histórico que dará suporte aos pleitos futuros. Não haverá mais espaço para promessas vagas perante o Fisco. Carlos Pinto destaca quatro atitudes objetivas para as companhias:

  • Registro Formal: Incorporar metas de impacto social e sustentabilidade em atas de reunião e planos estratégicos.
  • Definição de Indicadores: Estabelecer quais métricas ambientais e sociais serão acompanhadas e por quem.
  • Narrativa em Dados: Transformar ações de reciclagem, diversidade e eficiência energética em números auditáveis.
  • Integridade Digital: Utilizar plataformas de assinatura eletrônica e trilhas de auditoria para garantir a integridade dos registros.

Um Novo Contrato entre Fisco e Sociedade

Para o investidor e para o empresário, essa mudança é um vetor de precificação de risco. Empresas que já operam sob as diretrizes ESG não apenas aumentam suas chances de acessar benefícios tributários, como se tornam mais competitivas no mercado global.

A Reforma Tributária deve ser vista como uma oportunidade de reposicionar a empresa diante de um novo contrato social. Quem entender essa mudança de era antes, capturará valor fiscal e reputacional de forma simultânea.

Fonte Infomoney: O fim dos benefícios fiscais… ou o começo dos verdadeiros?

Sobre o IBPT

Os estudos do IBPT são referências no mercado e visam identificar a carga tributária dos diversos setores da economia brasileira ou de uma empresa, especificamente. Eles fornecem um diagnóstico da tributação que incide sobre determinadas atividades, com dados suficientes para implementar uma gestão tributária e aumentar a competitividade. Realizamos pesquisas corporativas e de setores específicos para reduzir o peso dos tributos por meio de uma gestão tributária eficiente.

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